4 de julho de 2015

O meu individualismo não é egoísmo


Procuro pelo incerto. Anseio pela diferença. Tenho fome de adrenalina e medo do perigo. Tenho incertezas e dúvidas que me levam a ter mais medo. Acabo tendo medo do meu próprio medo.

Tenho uma confusão devastadora na minha mente. E uma felicidade enorme por tê-la assim: pra que coisa melhor do que a minha própria confusão?

Não tenho raiva, nem tantas mágoas. Tenho consciência pesada por coisas que não fiz. Que nem penso em fazer. Coisas que não nem o que são. Mas tenho eu mesma. Eu, minhas incertezas e minha própria confusão. Eu e meus sentimentos malucos. Eu e todo o contexto que me envolve.

E tenho controle. Controle do que quero, do que sinto, do que sou. Eu tenho a mim mesma e tenho controle. Eu não tenho os outros: eu me tenho. E isso não é egoísmo: é individualismo.

28 de junho de 2015

Gay is ok


Não sou adepta a essas modinhas que rolam soltas por aí e quase nunca participo delas. Quase. O meu esquema é o seguinte: (a) analisar, (b) idealizar, (c) colocar em prática e (d) tirar minhas próprias conclusões. Às vezes ocorre de (e) eu sentir a necessidade de compartilhar meu ponto de vista com alguém, mas se eu me envolvesse em um falatório onde houvesse debate de pontos de vistas diferentes, poderia ser mal compreendida por causa das ambiguidades do meu discurso. Por isso, debater assuntos escrevendo acaba sendo a melhor solução.

Não sou uma idealizadora do Facebook e dessas tantas outras redes sociais que interferem no desenvolvimento positivo de nossas vidas, socialmente e rotineiramente falando. Mas, confesso: sou refém delas. Uma refém moderada, mas mesmo uma assim uma refém.

A questão é: o casamento homossexual foi aprovado em todo o território norte-americano. E isso é algo realmente muito bom. Obviamente, não troquei minha foto de perfil por outra para celebrar a causa. Nem serei submissa a algo do tipo. Não colocarei "gay is ok" em todas as descrições das minhas redes sociais. Mas não deixarei de ter o meu próprio ponto de vista sobre isso. E tampouco deixarei de dar glória ao amor.

Devemos celebrar o amor. Hoje, amanhã e sempre. Da forma que ele for. E isso deve partir de nós, de todos nós. Não importa o motivo de alguém gostar de outra pessoa do mesmo sexo. É amor. A religião não entra em discussão: Deus ensinou, ao meu ver, o amor. E pregou esse amor. Então não importa o resto: é amor. Ter consciência disso é o mais importante. A atração por pessoas do mesmo sexo não surgiu hoje, nem ontem, e talvez exista desde o início dos tempos. Não cabe a ninguém tentar entender tal fato. Afinal, ninguém tem esse direito.



Acontece que: gay is ok. Trocar a foto do perfil por outra nas cores do arco-íris: ok. Mas fazer comparações imensamente ridículas sobre a fome na África, por exemplo, não está "ok". Não está "ok" as pessoas decidirem se devem apoiar a causa dos animais abandonados, ou apoiar instituições de crianças carentes. Todos nós devemos apoiar isso. Todos. 

Não é ponto de vista: é realidade. É convivência. É amor. As pessoas não podem fechar os olhos para todos os problemas mundiais e se manterem atentas a apenas um: devemos estar em apoio. Em apoio às instituições carentes. Em apoio às crianças doentes e famintas. Em apoio à educação. Em apoio à saúde. Em apoio aos animais abandonados. E em apoio ao amor, principalmente.