24 de abril de 2015

A janela da alma


Da janela do carro posso observar, bem de longe, a imensa paisagem que está a esperar, ansiosamente, pela minha admiração. Da janela do carro posso observar, bem de pertinho, a destruição presente ao longo do percurso.

Da janela do carro posso pensar, bem devagarinho, no tempo que eu perdi pensando e pensando na vida. Da janela do carro posso lembrar, rapidamente, de como esses pensamentos insanos tornaram-se algo importante tempo depois.

Da janela do carro posso me perder, insanamente, entre a paisagem que me cerca, observando cada detalhe. Da janela do carro posso, principalmente, conciliar meus devaneios incertos com um sentimento que me afaga até a alma.

E da janela da alma, silenciosamente, perco-me em algo que ainda não solucionei.

21 de abril de 2015

Estranhezas...


É estranho estar rodeada de pessoas e acabar se sentindo sozinha. É estranho perceber quando as pessoas estão estranhas e elas não notarem quando você está assim. 

E só o fato de você ficar pensando e pensando nisso torna tudo mais estranho ainda.

O silêncio não é um problema, é uma solução. E não estar afim de conversar não significa que você está passando por algum momento difícil. Não é estranho ser diferente algumas vezes. Estranho é você não ser aceito em nenhuma delas.