20 de agosto de 2014

Cidades de papel, John Green


Quentin é um garoto normal, superinteligente, responsável e incrivelmente apaixonado por Margo Roth Spiegelman – sua vizinha rebelde. Quentin e Margo vivem na mesma cidade, localizada na Flórida e dariam o que eu diria de par perfeito: são adolescentes, ambos gostam de muitas coisas em comum, mas também gostam de coisas totalmente diferentes. Deu para entender? Eles também são superbonitos, gostam de ler bons livros e escutam boas músicas, além de terem uma inteligência fora do comum capaz de “bolar” os melhores planos do mundo.

Certa vez, após muito tempo que Quentin (conhecido apenas como Q, na história do livro) e Margo não se falavam, eis que chegou o dia em que ela bate na janela do quarto do Q e pede para ele pegar o carro, no meio da madrugada. No início o personagem recua, dizendo “Como é que eu vou pegar o carro do meu pai, no meio da madrugada, simplesmente porque você quer que eu pegue a droga do carro? Que merd* Margo! Você me acorda no meio da madrugada pra isso?” e “A RESPOSTA É NÃO CARAMBA!”, mas no fim Q acaba por convencido e simplesmente “rouba” o carro do seu pai. No meio da madrugada, simplesmente porque Margo quer que ele pegue a droga do tal carro.

Depois que a missão desse passeio de carro está cumprida, ambos voltam para casa porém no dia seguinte Margo some. Sem mais, nem menos. Mas ninguém esquenta a cabeça; já é a terceira vez que Margo foge de casa. É claro que, depois de tudo que ela fez com Quentin, ele acha finalmente poder ter uma chance com a garota, mas quando ela foge, ele simplesmente fica arrasado. Com a ajuda de Ben e de Radar (eles são os melhores personagens dessa história!), Quentin consegue voltar à rotina normal, mas não sem procurar Margo.



A preocupação bateu na família da garota quando ela não voltou para casa após uma semana de sumiço, coisa que não era normal até então. Ao chamar a polícia, os oficiais dizem que nada podem fazer, pois não é a primeira vez que Margo age de tal forma. Arrasado, Q procura por pistas, que acredita terem sido deixadas por Margo, ainda que não se saiba onde estejam essas pistas e conta firmemente com a ajuda de seus grandes e melhores amigos: Ben e Radar.

Depois de muitos pensamentos alheios, Q encontra um livro de poemas de Margo onde um verso que diz a respeito a uma chave/fechadura está destacado. Ele, então, com a ajuda de seus amigos, invade a casa de Margo e procura por tudo em busca de algo, até que eles resolvem desmontar a porta – eles realmente tiram a porta da casa de outra pessoa do lugar – e acabam achando um papel deixado por Margo com algum tipo de enigma. Depois desse papel, que quando desvendando leva à outra dica, que leva à outra dica, que leva a outra dica, que leva à outra dica (e assim sucessivamente) o acúmulo dessas dicas levam os amigos de Margo até ela.

Á partir dessas pistas, os amigos seguem até a cidade fantasma em busca de Margo (ah, só por curiosidade, o trajeto de viagem dura cerca de vinte horas, e esses três meninos mais as namoradas de Radar e Ben, também amigas de Margo, roubaram um carro e viajaram vinte horas seguidas simplesmente para encontrar a personagem fugitiva do livro. Isso sim são amigos de verdade, não são? Dispostos há viajarem VINTE horas seguidas para encontrar alguém. Eu já falei que eles viajaram VIN-TE horas seguidas?)

A história se desenvolve, e apesar do final não ter sido aquelas coisas, o livro foi maravilhoso. O autor consegue nos envolver de uma forma surpreendente e toda essa loucura dos personagens provoca muitas risadas, além de proporcionar momentos bem agradáveis. Agradáveis porque as personagens da história são tão legais que a gente se sente bem estando “perto” delas.

p.s: a história das cidades de papel serem cidades fictícias é realmente verdadeira, o autor diz que “descobriu o que eram cidades de papel quando ele e um amigo ficavam subindo e descendo uma rodovia em Dakota do Sul a procura de um cidade no mapa, de forma que eles resolveram bater a porta de uma casa e uma jovem senhora, que já havia respondido a aquela pergunta antes, explicou que a cidade só existia no mapa”. Segundo o autor, a cidade de papel que ele e o amigo procuravam se chamava Holen e Agloe, a cidade fantasma onde Margo estava na história do livro é verídica. Ele falou também que muitos cartógrafos continuam a inserir cidades de papel em seus mapas.
Editora: Intrínseca
Páginas: 366
ISBN: 9788580573749

12 de agosto de 2014

Mais uma lista esquisita para a coleção


Uma das minhas esquisitices é criar listas mais esquisitas do que todas as minhas outras esquisitices. Sabe como é; uma coisa é tão esquisita que acaba superando todas as outras coisas esquisitas. (Senti uma necessidade de repetir a palavra uma série de vezes e, acredite, a frase perderia sua essência se essa tal palavra fosse substituída por sinônimos).

Certo dia, então, eu fiz uma lista sobre filmes que ficou um tanto quanto aleatória, de modo com que eu a guardasse na gaveta e nunca mais me lembrasse da dita cuja. Até hoje. A interpretação eu deixo por conta de vocês...

  1. O diabo veste Prada é um dos meus filmes favoritos. Ok! Eu sei que o filme não tem nada demais e eu realmente não consigo classificar um filme como favorito, até porque eu não assisto muitos filmes... Mas esse foi certamente um dos que eu mais assisti e ainda assisto. 
  2. Saudades Madagascar! 
  3. Saudades dos filmes da Barbie assistidos quase todo sábado á manhã na companhia da minha irmã. 
  4. Todos os filmes que envolvem no título “princesa” sempre acabam me conquistando. E não, meu sonho de criança não era encontrar meus príncipe encantado e assumir o lugar do rei. Meu sonho de criança era seguir todas as profissões existentes, menos as mais nojentas e cansativas, por motivos óbvios e menos ser freira, já que eu não poderia constituir uma família. 
  5. Mas eu adorava a Xuxa. Afinal, qual foi a criança que nunca viu alguns dos seus filmes?!