20 de dezembro de 2014

Harry Potter e o enigma do príncipe






















Desde pequena admirava os filmes do Harry Potter — assistia todos, em ordem de lançamento, repetidas vezes; e foi então, somente agora, na Maratona Literária, que resolvi viajar e realizar muitos feitiços com o trio lendo Harry Potter e o enigma do príncipe. Fui na leitura com a maior força de vontade do mundo e passei a admirar J.K Rowling (e todo o mundo fantástico criado pro ela) ainda mais.

No penúltimo volume da série nos deparamos com vários acontecimentos e na reta final dessa saga. Leitura intensa, chatinha no começo, mas muito empolgante desde o primeiro parágrafo. Na obra, Harry já no sexto ano em Hogwarts, se depara com uma série de coisas estranhas acontecendo no castelo devido a volta de você-sabe-quem.

Harry se aproxima muito mais do Dumbledore nesse livro e acaba descobrindo uma série de coisas ligadas a ele e a morte de seus pais. Tem também toda a história do tal do Príncipe Mestiço: encorajado a continuar nas aulas de Poções pelo novo professor e sem o material da aula, o protagonista se vê pegando os livros emprestados pela escola. O que ele não esperava era que o tal livro que ele pegasse tivesse várias anotações pessoais do Príncipe Mestiço que o tornaria no melhor aluno da aula de poções, para total inveja da Hermione. A pergunta que não quer calar é: quem é o tal Príncipe Mestiço? ;)

Tem toda a parte romântica (maravilhosa!) da história, que, justamente por ser na reta final, toma o melhor rumo possível. A ação envolvente no final do livro é altamente contagiante e os perigos ficam cada vez mais visíveis — tantos aos nossos olhos quanto aos olhos dos personagens. Temos também a descoberta das horcruxes: objetos aos quais Voldemort fragmentou sua alma e o início da caçada a elas, que tem continuação no último livro: Harry Potter e as relíquias da morte.

O começo do livro é incrivelmente chato e entediante, já que eu por ter algum tempo que não leio/assisto nada sobre a saga fiquei um pouco perdida. Mas tudo melhora ao longo das páginas, a escrita da autora também é fundamental: descrições detalhadíssimas que fazem com que a gente seja um integrante do trio e viva as aventuras que os personagens vivem. Simples e unicamente incrível, apenas.

14 de dezembro de 2014

Desesperadamente Alice


Assuei o nariz e aos poucos fui me recompondo. O que a fez chegar a tal ponto, Alice? Uma voz no interior da minha cabeça insistia em me atormentar. É... Lágrimas desesperadas realmente não faziam meu estilo. A televisão continuava alta, eu continuava enrolada no cobertor, me pressionando contra o sofá. A mulher do noticiário havia pouco tomado conta do ambiente e, enquanto eu tentava me reerguer, ficava ainda mais assustada. Não faça isso, Alice. Você tem muito a perder, sim. Não siga em frente, não desta vez.

Troquei de roupa, passei uma escova nos cabelos, e me olhei, pela a última vez, no espelho. Bingo. Riscos pretos completavam a linda visão da minha face. Que vida medíocre a minha, céus!, eu pensei. E então fui obrigada a sair, ainda inerte, dos meus devaneios. Campainha. Abra a porta, Alice. Abra logo! Bem... É agora ou nunca. Desliguei a televisão, fui para a sacada, respirei fundo. Contei até três. Até dez. Até cinquenta. E então o vi, saindo da portaria. Era ele. Cara de pau. E resolvi me livrar, de uma vez por todas, de todo aquele sofrimento. Fiquei na ponta dos pés e, pela última vez na vida, agradeci pela oportunidade que eu estava tendo. De olhos fechados, boca retorcida e cabelos grudados no gloss...


Eu me atirei. Entreguei-me. Segui em frente, desobedecendo a mim mesma.