16 de fevereiro de 2015

O fim, enfim...

O silêncio agonizante da noite trás a saudade de quem um dia me deixou. O bater do vento na janela sopra o medo já esquecido. E as folhas cujo barulho se propaga no chão, vão dizendo, calmamente, que tudo tem um fim.

Que o “de sempre, pra sempre” logo deixa de existir. E que por mais difícil que seja, o fim, enfim, é o mais fácil caminho a ser seguido... Porque o fim, enfim, não nos permite criar especulações dos dias abobados que não tomamos atitude. O fim simplesmente larga um ponto final na história que mal começou, sem se preocupar com o que teria acontecido depois.

29 de janeiro de 2015

Tipo isso


É engraçada a forma de como a vida brinca com a gente; assim com ela nos surpreende na melhor hora possível, com algo realmente bom, ela é capaz de destruir o momento só para se satisfazer... É aquela velha coisa do dar um tapa na cara e depois te encher de agrado, só que com coisas mais sérias.

E é igualmente engraçada a forma de como nós, meros seres imortais e egoístas, temos que complicar ainda mais os nossos problemas. Sentir dor onde existe esperança pra nascer alegria, estragar os melhores momentos e jogar fora várias e várias oportunidades, tudo por sermos excessivamente orgulhosos. E egoístas. E reclamões.

Mas o que é mais engraçado ainda, nesse ciclo inevitável ao qual denominamos vida, é que grande parte das coisas que temos de aturar são as consequências mais puras das nossas escolhas. E a culpa sempre vai pra vida, porque é óbvio que em algum lugar desse mundo existe um livro contendo todos os desastres que DEVEM acontecer com TODOS os habitantes da Terra. É claro... Porque a culpa jamais será nossa.

Jamais será dos seres imortais orgulhosos que só pensam em si mesmo e que, além de egoístas, são falsos, já que não conseguem enxergar nem os próprios defeitos.

E é óbvio que a gente vai pensar que não é assim que acontece. Mas isso é porque a gente realmente não enxerga os nossos próprios defeitos.