16 de agosto de 2015

Trilogia Jogos Vorazes, de Suzanne Collins


Acho que a maioria das pessoas deve estar ao menos familiarizada com o ambiente de Jogos Vorazes, mas vamos ao básico: a América do Norte deu lugar a uma nova nação chamada Panem, que é dividida em doze distritos e comandada pela capital.  Os jogos vorazes são competições anuais que servem para lembrar á população de Panem o poder da capital. Nesses jogos são selecionados vinte e quatro tributos, sendo um garoto e uma garota de cada distrito. Os selecionados vão então para uma arena onde terão de se enfrentar até a morte e fazer o possível para que sejam o último sobrevivente, ganhando, assim, a competição. 

Obviamente todos os habitantes dos distritos são contra os jogos e odeiam completamente a capital, mas por dependerem dela não podem fazer nada. Cada distrito tem uma especialidade, como é explicado nos livros. Os primeiros são os que possuem melhor qualidade de vida e os últimos são os que mais precisam de praticamente tudo: alimentos, dinheiro, medicamento, roupas e etc. 



Katniss Everdeen é a protagonista da trilogia e ela se oferece para ir à arena no lugar de sua irmã, Prim, que tivera sido sorteada primeiro. Peeta Mellark é o segundo selecionado. Os participantes então partem rumo à capital, onde irão treinar para os jogos e serão apresentados ao público. Depois disso, a maior parte da história se desenvolve na arena, onde cada um dos vinte e quatro tributos estão tentando sobreviver.



A história do primeiro livro é basicamente essa que falei acima (sem nenhum spoiler, é claro). Em chamas — segundo livro da trilogia — foi, para mim, o melhor. A Esperança foi tão bom quanto e igualmente torturante, mas achei que o final merecia ser encerrado com uma grande chave de ouro, coisa que, na minha opinião, não aconteceu.

Assisti primeiro aos filmes da trilogia para depois ler os livros e não vi absolutamente nenhum problema nisso. Confesso que a leitura foi até mais fácil já que há partes em que é difícil imaginar a cena por conta própria. Obviamente, a história mudou um pouco quando foi adaptada ao cinema, mas não foram mudanças tããão significativas assim. O bom de ler os livros é que ficamos sabendo o que os personagens pensam e, consequentemente, o que os leva a tomar determinada decisão, coisa que é um pouco difícil de ser interpretada somente nos filmes.



Li os três livros direto e gostei muito da escrita da Suzanne. A leitura é bem fácil e a adrenalina/ação presente em todo o livro é absurdamente contagiante. A realidade retratada completamente diferente da nossa também foi algo que me conquistou: a autora conseguiu passar muito bem para a história as dificuldades de famílias que não possuem absolutamente nada, mas que mesmo assim continuam relativamente unidas. Enfim, é uma história fantástica que trás inúmeros valores distópicos que podem e devem ser discutidos em nossa realidade

Número de páginas de cada livro:
Jogos Vorazes: 397
Em Chamas: 413
A Esperança: 419

ISBN de cada livro:
Jogos Vorazes: 9788579800245
Em Chamas: 9788579800641
A Esperança: 9788579800863

Editora: Rocco

11 de agosto de 2015

Aquilo que nós somos

























Dormir torna-se uma tarefa difícil quando se tem uma cabeça completamente cheia de medos, amores e esperanças. Mas dormir torna-se mais fácil quando aproveitamos todas as coisas: o simples fato de podermos pensar é uma delas. Os devaneios insanos constroem uma estrutura que aos poucos vai sendo levantada. Os pensamentos, ao se organizarem por completo, vão compreender uma grande parte daquilo que nós somos, daquilo que queremos ser.

A simplicidade é o mais importante, já que somos aquilo que pensamos. Somos aquilo que, antes de tudo, vivemos. Aquilo que compartilhamos sem medo e aquilo que guardamos para nós mesmos. Somos misturas: heterogêneas, principalmente. Somos mescla de tudo, e se porventura não sermos tudo, não seremos nós mesmos.

Então ser mais é viver mais. Ser simples e pensar simples é arquitetar aquilo que vamos ser.  E as "pequenas coisas" desempenham um papel fundamental: tornam a nossa identidade verdadeira, transformando-nos em nós mesmos.