12 de abril de 2014

Aquilo que inspira a gente...


5. Escrever a mão: porque, ao contrário de escrever no computador, parece que no papel as ideias ficam mais organizadas e, por conseguinte, fazem mais sentido. Ah, e é óbvio que quando uma ideia surge, não vai ser o computador que vai guardá-la, e sim os rascunhos que ficam atirados em um monte de gavetas e pastas no meu quarto.

4. Livros: é claro que eles não poderiam faltar. As histórias e as lições que eu aprendo com os livros  tem um significado e tanto. Porque, por mais boba que seja a protagonista, por mais fútil que sejam as suas amigas e por mais que o livro seja literalmente chato, sempre tem algo que podemos aproveitar. Existem pessoas que lêem só por ler e existem aqueles que depois que terminam o livro, sentem aquele vazio e vão dormir pensando no seu final. Pensando no que serviu e no que não serviu. Adivinhem em qual grupo estou.

3. Músicas: porque músicas não são apenas músicas. Porque atrás de toda letra tem um sentimento e por trás de todo sentimento tem um sentido. Porque quando estamos tristes, as músicas pioram ainda mais o nosso emocional e porque, quando estamos felizes, elas nos ajudam a aumentar tal felicidade. 

2. Fotos: certa vez fiz um post aqui no blog contando as "histórias das fotografias" (ou o que eu deduzi a partir delas) e desde então, sempre que vejo uma foto me pergunto o porquê foi congelada e aonde tal fato ocorreu. Pode ser sim uma coisa de gente maluca, mas as histórias que eu crio e as teorias que são consideradas para a criação da  tal, sempre me levam a bons resultados. Ás vezes, tristes, mas sempre bons.

1. Aquilo que a gente vive: acho que nem preciso explicar o porquê...

9 de abril de 2014

O Circo da Noite, de Erin Morgenstern


O circo da noite é o tipo de leitura densa, na qual muitas vezes, mesmo sendo um tanto difícil para entender, não conseguimos largar o livro. É aquele velho esquema: quando for retomar a leitura você certamente vai ficar perdido na história, e terá de voltar umas três páginas (ou mais) para conseguir se situar.

Celia é filha de Próspero, o mágico, cujo trabalho está localizado em Le Cirque des Rêves (O Circo dos Sonhos). Celia tem certo "poderes" aos quais a mãe não aceita e muito menos compreende, por isso, é praticamente abandonada e largada para ser criada pelo pai. Marco é um garoto comum, escolhido pelo "Homem de terno cinza" que, a partir daí, vai desenvolver seus poderes com muito estudo, leitura e quase que sem sair de casa (embora não possua um lar definitivo).

O que tem por trás de tudo isso é que os pais fizeram uma aposta, uma competição, um desafio ou o que quer que seja, e os filhos sofrerão a consequência. O que ninguém esperava era que os jovens iriam se apaixonar e que quem perdesse o desafio morreria. 

Mas a história não é voltada somente aos dois: nos apaixonamos também pelos gêmeos Murray, por Isobel, Tsukiko, Bailey e principalmente pelo Friedrick Thiessen.

Tal como o nome diz, Le Cirque des Rêvez é cheio de tendas que aos poucos conhecemos melhor, de mistérios que para serem desvendados dependem muito de nós mesmos, e de muita, mas muita magia. Quando estamos lendo o livro, a sensação é de que estamos lá, no famoso Jardim de Gelo ou no Labirinto das Nuvens... nós apenas estamos lá; perdidos e nos perguntando em qual tenda entrar. O circo, além de tudo, viaja pelo mundo e chega sem aviso. Quando todos acordam, ele está lá e quando todos acordam novamente, ele já sumiu. 

Por mais que seja um leitura um tanto difícil e que precise de um pouco mais de dedicação para entendermos melhor a história, é um livro extraordinário. Tem emoção do começo ao fim e que, por mais que a gente leia, sempre avançaremos poucas páginas. Porque cada página contém muita história... e cada página, quando lida até o final, vai nos arrancar um, dois ou até três suspiros.

Editora: Intrínseca 
Páginas: 365
ISBN: 9788580571608